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segunda-feira, 13 de abril de 2009

~ Garotinha...


~ Era uma vez uma garotinha indefesa,
Protegida pelos pais
E paparicada pelos irmãos.
Quando, a noite,
Tinha um pesadelo,
Logo corria para o quarto de seus criadores
E ali encontrava a segurança que tanto precisava,
Queria apenas se esconder de monstros e vampiros,
Ou somente,
Acender seu abajour para escapar da escuridão...
Essa garotinha, era muito inteligente,
Escrevia seu nome e
Alvoroçava-se quando acertava uma divisão no seu dever de matemática,
Lia contos de fada, já construindo um futuro com príncipe encantado,
E vivia rodeada de amigos aos finais de semana...

Hoje...
A garotinha cresceu,
Decepcionou-se ao ver
Que seus amigos foram embora,
Que contos de fada não existem
Que uma conta de divisão não é tão difícil quanto geometria analítica
E que não basta escrever seu nome,
Pra dizer que conhece a si mesma...

Trocou a cama dos pais
Por cadernos de poesias,
Já não é tão paparicada pelos irmãos...
Declara-se independente,
Dizem que é dona de si...
Mas ainda tem pesadelos,
Agora, com um monstro em especial chamado responsabilidade
E com vampiros , que ao invés de sangue,
Sugam seu tempo...

E tudo o que ela mais quer
É escapar da escuridão
Acendendo um abajour.
É...
Ela cresceu
e até desenvolveu seus pensamentos,
Mas ela nunca deixará de ser
O que era desde o começo...



Uma garotinha indefesa...


Angel (alguém ou até mesmo ninguém) – 13/04/2009 – 20h42

sábado, 11 de abril de 2009

~Não tente entender...mesmo!

~ Chegou!
Voltou!
Meu medo infantil retorna...
Apago a luz,
Cubro a cabeça
E meu corpo inteiro,
Como se um simples edredom pudesse me proteger,
Ou ao menos
Pudesse tornar-me invisível.
Mesmo assim,
Fico indefesa tratando-se de pesadelos, sonhos...
Atingem uma parte de mim que não tenho controle.
Temo, que tornem-se reais,
E normalmente
É isso o que acontece...
Mãos cruzadas nas costas,
Olhos fechados,
Fronte gelada,
Vivo,
Mas não me mexo .
É a parte mais sombria ( e oculta) de mim.
É como se fosse outro mundo, meu mundo,
Que eu não sei
Nem em que ruas andar...



Angel (alguém ou até mesmo ninguém) - 11/04/2009 - 15h48

sexta-feira, 10 de abril de 2009

~ Corra!


~ Eu corria entre as árvores aquela vez em que você me chamou.
Eu corria e sentia o vento e acreditava que poderia sair voando dali se corresse um pouco mais rápido.
Corria mas podia ver cada tronco passando como pilares de uma catedral.
Pintasse tudo de branco.
A catedral podia ser enorme; eu correria entre as pilastras grossas como troncos e acreditaria que Deus me tiraria dali se eu corresse um pouco mais rápido.
Eu não ouvi você me chamar porque você já estava longe,
e eu continuei correndo até chegar no fim do jardim
e tudo se dissolver como uma peça de teatro muito mal ensaiada,
tal qual o susto que tomei, todo mundo teria visto.
Girei ao redor de mim três vezes até perceber que você já estava longe e não atrás de mim.
Eu ri e minha risada ecoou pelo ar como se dominasse o mundo.
Deixei o mundo para trás e voltei a correr,
as árvores passando agora como barras de uma prisão que me deixava cada vez mais livre. Presa dentro de mim mesma, pensei.
Assim eu iria longe.
E talvez tivesse ido,
talvez tivesse passado por colunas gregas desbotadas ou ruínas de alguma cidade antiga se você tivesse aparecido atrás de mim novamente.
Mas cheguei a voltar às árvores para girar em torno de mim mesma e buscar você com o olhar, aonde você teria ido?
Quem sabe em algum subterrâneo de uma pirâmide?
Eu ri, mas minha risada se submeteu ao vento agora uivante que dançava entre as árvores e me levava junto.
Corri até a noite cair,
as árvores se tornarem vultos à espreita e o medo me atingir,
frio como gelo.
Corri até que as árvores eram casas, muros e prédios,
e corri acreditando que você surgiria diante de mim
se corresse um pouquinho mais rápido...



Angel(alguém ou até mesmo ninguém) - 10/04/2009 - 17h25

~ Posso Ser...

~ Eu posso ser o que quiser, certo? É o que todos dizem.
Então, eu não quero ser apenas mais uma menina cheia de vícios.
Eu quero ser alguém na vida das pessoas, quero que alguém faça questão da minha presença. Quero me ralar de estudar, passar na melhor faculdade e trabalhar para conseguir um nada de salário.
E conquistar tudo, crescer pelo meu esforço.
Eu não quero fumar, não quero me drogar, não quero ser de qualquer um que passe na rua.
Eu quero ser importante, quero ter alguém, não muitos.
Quero me divertir e viajar, quero ser livre, mas quero ter para quem voltar.
Eu não posso mais ser uma louca fútil que vai viver na casa dos pais até os trinta.
Eu quero me orgulhar de mim.
Quero ler mais livros, ver mais filmes, ter mais amigos, aprender mais coisas.
Eu quero ter histórias para contar.
Não quero ter crises de insônia ou gastrite ou porcaria nenhuma.
Não quero ser um problema emocional personificado.
Eu quero ser feliz.
Eu quero amar, quero sentir amor sem dor.
Quero deixar que alguém me ame.
Quero conseguir falar tudo que me incomoda, quero que tudo isso passe.
Eu quero chegar aos noventa anos, olhar para trás e sorrir.
É só isso que eu quero.

Como faz?



Angel(alguém ou até mesmo ninguém) - 09/04/2009 - 18h32

quinta-feira, 9 de abril de 2009

~ Senhora de minhas escolhas.

~ Já me conformei em não deixar-te cair no esquecimento
Há tempos sei da existência de tal sentimento
Por não suportar mais, resolvi contar o segredo.
Não me surpreendi com a indicação de não ser recíproco.
Resolvi, de uma vez, esquecer-te.
Escondi, menti, me enganei.
Busquei em outros olhos, outros corpos
e até mesmo outras almas te encontrar,
mas meu esforço foi em vão.
Hoje, ainda pensas que esqueci de tudo,
enganei a ti também, propositalmente.
Se não te tenho pra mim,
que ao menos o tenha perto.
Meu coração vive em eterno luto.
Sou enforcada pelo silêncio,
e rodeada pelas palavras que não soube dizer.
Gostaria de conseguir tamanha façanha,
libertando-me de ti
libertando-me de mim.
Por mais que me doa,
por mais que eu vá contra todos os meus princípios
e minhas vontades,
Terei de esquecê-lo
Habitas-te em mim durante muito tempo,
Chegou a hora
de eu ser dona dos meus próprios pensamentos...



Angel(alguém ou até mesmo ninguém) - 25/03/09 - 00h13

~ Aparente felicidade...


~ Amor (platônico)...

Como a maioria dos sofrimentos,

este, começou comuma aparente felicidade.


Aparência errada de felicidade.

Iludi-me e, consciente,

segui o pior caminho:

A continuação do erro.


Erros, erros, as vezes parece

que isso é tudo o que sou capaz.

Lembro que sou humana, e essa (errar)

é a minha essência.

Meu malfeito é querer acertar

E por mais que o equívoco torne-se correto,

ele não negará suas raízes

e virá atormentar-me

com claro nome.


Tentei voltar atrás

e seguir outro caminho,

mas o ponto de partido

Sempre foi o mesmo.


Já não sei se sinto ou se penso,

se o que me domina é razão ou emoção

Coração diz: "Sim! Ame-o"

Mente diz : "Não! Você não pode!"

E eu chego a nenhuma conclusão.


Lí em um livro (e até pensei em seguir)

que é possível encontrar a felicidade

até mesmo nas horas mais sombrias,

basta só lembrar-se de acender a luz.


O único problema

é que meus caminhos

nunca têm rede elétrica...



Angel(alguém ou até mesmo ninguém) - 15/03/09 - 21h28

quarta-feira, 11 de março de 2009

~ Desinspiração.

~ Máquina substancial


Bufa, bufa com o seu fôlego
Apazigua a tua calma e aclima
Raiva e desânimo pra cima...
E adquire teu ódio de homem sôfrego.
Os condenados então trouxeram
A tentação pra ti, tão infernal.
Humano, mera máquina substancial.
Anti-versos numa anti-poesia lhe fizeram...
E te reclusas a rejeitar
Oh! Sublime força de vontade a sua.
Seu ânimo poético recai com a lua,
Pois o romance tende a te enjoar!
Vinga então essa sua euforia
O inferno dos versos às inversas
Consome-lhe, e, submersas
Estão suas infernais poesias
Gagueja em sua própria dicção
Ao tentar ditar sua arte erradicada
Poesia chata de um poeta de nada
Que se inspirou com a desinspiração.




Angel(alguém ou até mesmo ninguém) - 11/03/2009 - 21h40